"Vá com o namorado, vá com as amigas, vá sozinha. Só não vá com preconceitos" 
Ir ao cinema sozinha - experiência boa, muito boa.. Fiz de tudo pra não ver Bruna surfistinha, mas não deu. Tudo cooperou pra que acabasse numa sala de cinema com um Cheddar vendo Bruna Surfistinha. Sobre o filme? Apesar de um tanto vulgar, o que é questionável, porque como li em algum lugar não tem nada que não passe numa novela da Globo, é muito bom. Aliás vulgar é a nossa vida, só que a escondemos atrás da maquiagem social.
Enfim, vi de tudo... vi alguém que é sufocada pela incompreensão e falta de diálogo em casa; vi alguém que tava descobrindo o mundo e como todos nas suas 1ªs vezes, um tanto desajeitada; vi alguém visualizando seu potencial, lutando pelo seu de cada dia e vi dentre outras coisas que quando tudo muda não é o fim, é um trampolim pra desencadear a criatividade e chegar no auge.
Passamos a não apenas ver e sim enxergar. Precisamos disso. Num filme de tanta incoerência espiritual, de tanta miséria emocional é necessário enxergar que por trás de toda a fantástica história (verídica) da "Bruna", a surfistinha, a real é que todo surfe tem suas marés e precisamos aprender a lidar com elas a nosso favor senão vamos sucumbir, vamos nos afogar.
No final do dia, eu sei porque fui ver Bruna surfistinha. Foi pra enxergar dentre muitas outras coisas, que a mudança pode ser bem vinda. É preciso arriscar, pagar o preço. Seja ele do incômodo, seja ele do desconforto, seja ele do suor... seja ele qual for. Vale a pena.
Meredith Grey disse o seguinte:
"Mudar, nós não gostamos disso, temos medo; mas não podemos impedir que ela aconteça. Precisamos nos adaptar as mudanças ou ficamos pra tras. Crescer é doloroso e qualquer um que disser o contrário é mentiroso. Mas aqui está a verdade: às vezes quanto mais as coisas mudam, mais elas permanecem as mesmas; e às vezes mudar é bom; às vezes mudar é tudo."