"Ainda bem que a vida não vem com bisturi. Porque se viesse, quando tudo começasse a doer, nós iríamos cortar, cortar e cortar..."
- A vida não te dá licença pra sofrer. Um dia você tem que pegar o que tem e fazer valer a seu favor. Ainda que a sua familia tenha sido destruida pelo divórcio ou que você tenha visto seu pai morrer na sua frente, que o seu melhor amigo te traia, sua familia não acredite em você ou que você tenha que cuidar de alguém doente ou até mesmo posar de lingerie pra pagar a faculdade ou ainda que seus companheiros tenham morrido em campo de batalha.
Tudo isso faz parte do pacote de anticorpos da vida. Sem o qual não sobreviveriamos à cirurgia.
"...Acontece que, o que tiramos com um bisturi... Não pode ser reposto. Então, como disse... É uma boa coisa...”
"Cristina: ...meu pai morreu quando eu tinha nove anos. Em um acidente de carro, eu estava com ele no carro. Enquanto aguardávamos a ambulância, eu tentei manter o peito fechado, para que ele não sangrasse muito. Quando ele morreu, ... minhas mãos sentiram o coração parar... É por isso que eu faço isso. É também por isso que eu ganho todas as competiçoes. O nome do paciente é Tom.
Owen: ...Uísque single malt."
Cristina foi comparada ao Uísque single malt
Fiz umas pesquisas: Sua graduação alcoólica tem teor de 38 a 54% de álcool etílico em volume a uma temperatura de 20 °C, segundo a Legislação Brasileira. Entre os apreciadores, é comum afirmar que o single malt é um músico solista se apresentando. Um destilado exclusivo de cevada, é o tipo mais raro e caro de uísque. O single malt deve ser tomado puro, sem gelo, e em copos pequenos.
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Definição perfeita: ela pode até ser maluca, fria, competitiva. Porém, não se acha alguém assim na esquina. O músico solista é aquele que sabe brilhar sozinho, não por egoísmo, mas por experiência. É saber que vai levantar mesmo depois de uma grande queda. Acreditar no próprio potencial. Saber que o alongamento é doloroso, mas que te proporcionará maior flexibilidade. Essa é a Cristina. Essa na verdade sou eu.
Ouvi por aí de um rapaz diferente dos outros. Daqueles simplesmente diferentes. Tal distinção atraia uma certa garota, do tipo igual aos outros com amigos estúpidos (ops...) que não a conheciam , não sabiam o que seus olhos diziam.
Já se acostumara à insignificância de sentir-se oca mesmo em meio à multidão.
Até que o rapaz foi desafiado. Oh, ele precisava disso; Não do desafio, mas de provar.
- Quero ver se tem coragem. Disse o igual. Ele não costumava aceitar desafios e ela não costumava contrariar os iguais.
- Eu tenho coragem. Disse o diferente. Pulando então numa poça de cimento. Enquanto o cimento enrijecia ele sentia a rigidez de uma atitude desmedida. O cimento parecia penetrar em cada poro do seu corpo tanto como a vergonha. Tudo por ela, tudo pra provar. Tudo por ela.
Três horas se passaram, com tamanho desespero, sem mover um único membro de seu corpo, sem mover um único sentimento a seu favor. Será que sobreviveria? Será que ela enfim deixaria os iguais? Não é tão fácil. Houvera complicações e a certeza de que ela não o queria também.
Necessitava do aprendizado sobre a imagem num todo. Não por partes, mas num todo. Ele não era tolo, era diferente e era especial, merecia muito mais que um desafio, tinha direto a credibilidade, não dela apenas, mas primordialmente dele próprio. Taí a imagem num todo: Estabelecer prioridades. Somos prioridade.
Ela enfim começou a compreender que o tempo de ser igual acabara e que ser extraordinária havia seu preço. Ela adentrou pela porta branca e mostrou a ele o que separava-o dos demais e isso com certeza a atraiu. De vez.
"Quando somos o nosso melhor, merecemos uma segunda chance, ainda que este seja invisível a outros olhos." - Paráfrase de George O'malley
“As primeiras 24 horas depois da cirurgia são críticas. Cada respiração que dá, cada fluido que expele são meticulosamente gravados e analisados, celebrados ou lamentados. Mas e depois das 24 horas? O que acontece quando o primeiro dia vira o segundo e as semanas viram meses? O que acontece quando o perigo imediato passou, quando as máquinas são desligadas e as equipes de médicos e enfermeiras se foram? Cirurgia é quando você é salvo, mas pós-operatório, depois da cirurgia é quando você se cura. Mas e se você não se cura?
O objetivo de qualquer cirurgia é a recuperação. Sair melhor do que estava antes. Alguns pacientes curam-se rápido e sentem alívio imediato. Para outros a recuperação é gradual. E passam meses e até anos para você perceber que não dói mais. Então o desafio depois de qualquer cirurgia é saber esperar. Mas se consegue passar pelas primeiras semanas e meses... Se você acredita que a cura é possível, você pode retomar a sua vida. Mas é um grande "se".”
"A fim de ganhar créditos extras, a Sra. Snyder nos fez participar de todas as peças teatrais. Sal Scafarillo era Romeu. E, como o destino assim quis, eu era a Julieta... A maioria das meninas ficaram verde de inveja. E eu nem aí. Eu falei pra Sra. Snyder que a Julieta era uma idiota. Porque ela se apaixona por aquele cara que ela sabe que não pode ter... Todo mundo acha isso tão romântico: Romeu e Julieta, amor verdadeiro... Que triste. Se Julieta foi burra o bastante para se apaixonar pelo inimigo, beber uma garrafa de veneno e ir repousar num mausoléu, então ela teve o que merecia.
[...]
Talvez Romeu e Julieta estivessem destinados a ficarem juntos, mas só um pouquinho, e então o tempo deles passou. Se eles soubessem disso antes, talvez tudo tivesse terminado bem. Eu falei pra Sra. Snyder que quando eu crescesse, eu controlaria meu próprio destino. Eu não ia deixar nenhum cara me arrastar com ele. A Sra. Snyder então me disse que eu seria uma sortuda se eu tivesse esse tipo de paixão com alguém e que, se eu tivesse, a gente ficaria junto pra sempre. E até hoje, eu acredito que na maior parte do tempo, o amor é uma questão de escolhas. É questão de tirar os venenos e as adagas da frente e criar o seu próprio final feliz... Na maior parte do tempo. E às vezes, apesar de todas suas melhores escolhas e intenções... O destino vence de qualquer forma."